Cultura

O melhor jeito de aprender

Boas caro leitor,

Sou um apaixonado por viagens e conhecer culturas diferentes da que estou acostumado é algo que me fascina. Comidas, costumes, língua e estilo de vida são coisas que logo se fazem perceptiveis quando nos deparamos com um lugar diferente e descobrir a melhor forma de interagir com todo esse choque cultural faz parte da experiência que se adquiri com as viagens.
Sou adepto do “mochilão”, que nada mais é do que o bom e velho  “- se vira!”. Escolha um destino, compre a passagem e se vire para comer, domir, passear, se comunicar, etc. Esse tipo de viagem é a que você aproveita do ínicio (decisão pelo destino) até o fim (volta para casas), como não existe nenhum agente de viagem que programou todo o seu dia desde a hora que você acorda até a hora de dormir tudo é mais proveitoso. Quer dormir até tarde? Ok! Quer passar a tarde numa praça apenas vendo o movimento? Ok também! Nesse tipo de viagem você é dono de suas próprias escolhas e isso, para mim, faz toda a diferença.
Meu primeiro mochilão foi em julho de 2009 por cidades do norte e oeste boliviano, norte do Chile e sul e leste do Peru. Conheci cidades fascinantes e com estilo de vida totalmente diferente do nosso, realmente incrível. A Bolivia é um país muito pobre, mas seus encantos naturais, história e peculiaridades populares são chocantes e ao mesmo tempo apaixonantes. O povo com traços físicos muito bem caracterizado é simples, vive com pouco e apesar das dificuldades são extremamente patriótas e seu maior orgulho é ser boliviano. Na Bolivia aprendi muito a prática da barganha e negociação, os bolivianos sempre tentam ganhar em cima de turista e nunca se deve pagar o primeiro preço que lhe cobram. 
Na Bolivia descobri o quão avançado é meu “portunhol”, uma vez que nessa viagem embarquei no estilo me, myself and I tive que “dar meus pulos” para me comunicar e grande parte do pouco que domino de espanhol foi aprendido nessa viagem.
O Chile é mais parecido com nosso país, as pessoas tem traços europeus e os preços são tão abusivos quanto os praticados aqui, foi nessa etapa da viagem que conheci diversos europeus e asiáticos que estavam passando suas férias aqui na América do Sul. É impressionante como o tipo de viagem seleciona pessoas, não haviam “Patricinhas” nem “Playboys”, todos eram iguais e praticamente com a mesma cabeça, gostavam de viajar ao estilo mochilão bem roots, conhecer pessoas, lugares com atrativos naturais e aproveitar ao máximo gastando o mínimo. Minha estadia no Chile foi muito proveitosa para conhecer pessoas e ainda mantenho contato com amizades conquistadas lá.
No Peru os traços voltaram a ter caracteristicas indigenas e lá vi que o “jeitinho brasileiro” não era exclusividade nossa, minha sorte foi ser precavido e ter lido bastante para encarar essa viagem, todos que conhecem os peruanos alertam para falcatruas que tentam passar em turistas, golpes de falsos passeios, taxistas de carater muito duvidos, preços abusivos, roubo e até crimes mais graves contra turistas acontecem por lá e uma dica útil para não ser enrolado no Peru é que você tem que, no minimo, parecer conhecer sobre os golpes, não deixe ser enrolado por qualquer conversinha mole e você terá uma passagem tranquila pelo Peru. 
Esquecendo, agora, esses peruanos que envergonham o país em que moram, todo o resto é muito bonito e misterioso. Construções erguidas com perfeição e sem uso de argamassa, a enigmática cidade de Machu Picchu, as curiosas linhas de Nazca, a bela cidade de Arequipa protegida pelo vulcão Misti são motivos mais do que suficientes para encarar a aventura.

Nas viagens que faço procuro absorver o máximo possível dos lugares para crescer como pessoa, muito se aprende viajando e, para mim, é o jeito mais gostoso de se adquirir cultura.
Esse mochilão para a América do Sul me ensinou muito e foi uma viagem que marcou pelo choque cultural, nesse choque de culturas aprendi bastante do idioma espanhol (não sou nenhum fluente, mas me viro bem), aprendi também que o preço das coisas é algo muito relativo e tudo pode ser negociado até o melhor custo x benéficio, o fato de ter ido viajar sozinho me deixou mais independente e mais auto-suficiente e o contato com pessoas de idéias e valores diferentes do meu fez eu ser mais compreeensivo com certas atitudes, manias e costumes das pessoas que estão no meu convivio (trabalho, familia, faculdade e amigos).

Depois desse mochilão fui no ano seguinte para a Europa com mais três amigos, uma viagem totalmente diferente dessa para a América do Sul mas essa será uma estória para ser contada em um outro momento sob um outro contexto.

Se quiserem mais informações sobre essa viagem é só entrar em contato. misturaiada@gmail.com

Colocarei aqui a lista de cidades por onde passei nessa viagem:
Bolivia: Puerto Soares, Sta Cruz de la Sierra, La Paz, Salar de Uyuni, Copacabana, Isla del Sol.
Chile: San Pedro de Atacama, Calama, Iquique
Peru: Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Machu Picchu, Aguas calientes

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